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A “beleza brasileira” não me representa!

Esses dias, eu estive fazendo minha leitura semanal nos meus blogs favoritos e me deparei com um post muito legal escrito pela Carla Lemos, lá do Modices. A treta que ela estava relatando era sobre as representatividades na revista Vogue Brasil.

Pra ler o post completo da Carla, é só clicar aqui. Ele, inclusive, vai pra lista de melhores posts do mês. Beijos.

Mas voltemos ao assunto. Toda a discussão abordada nesse post me fez refletir o tanto de coisa errada que tem por aí quando a gente fala da beleza da mulher brasileira. Sério. A começar por um dos grandes símbolos dela fora do país, que é a Gisele Bündchen. Vamos listar: Linda? Confere. Loira? Confere. Magra? Confere. Rosto afilado? Confere.

Chega a parecer comigo ou com você? Não.

oh-hell-no

Miga, não é recalque. É uma questão de lógica. Qual a porcentagem de loiras – que NASCERAM loiras – aqui no país?

Isso me lembra um fato bem curioso que aconteceu na época da copa, quando Camila Pitanga foi substituída por Fernanda Lima a pretexto de representar melhor a beleza feminina brasileira. Desde quando a Fernanda representa a beleza das miga do Brasil?

Quando eu achei que a minha indignação não fosse aumentar, eu me deparo com esse vídeo aqui:

A intenção do canal WatchCut Video seria nobre se não tivesse errado feio. Você provavelmente já deu de cara com uma dessas produções na sua timeline do Facebook. Eles escolhem um país e fazem uma cronologia da beleza desse lugar, arrumando uma modelo que possa representar as mocinhas dali.

Confesso que estava ansiosa pelo dia em que eles iam finalmente escolher o Brasil. E me arrependi de ter ficado ansiosa porque, bitches, tinha uma coisa muito errada naquela modelo ruiva lindíssima com sardas. Me perguntei também se, nos outros vídeos, as moças dos outros países também não se sentiram representadas pelas suas respectivas modelos. Bem, preferi deixar esse assunto pra outro post. Avante!

Pra completar todo o meu circo de revolta, ainda me deparei com vários casos de racismo nos últimos dias. Como se parte da população do nosso verde e amarelo não fosse negra. Como se você tivesse nascido com o “sangue puro”. Como se, só porque você é branco e burguês, tem o direito de se sentir melhor do que qualquer outra pessoa.

stop

Eu sou brasileira. Não tenho 1,78m de altura. Não me considero branca. Meu cabelo é cacheado. Meu nariz não é afilado, mas aprendi a amá-lo assim mesmo. Meus olhos não são de um tipo de raro de azul ou verde. São castanhos. Tenho seios medianos e ombros um pouco mais largos que o quadril. Sou bem diferente do padrão que estão espalhando por aí.

Gisele não me representa. Nem a Cintia Dicker. Elas estão longe de me representar.

Migos da mídia, revejam essas coisas. Não é difícil não. Faz uma pesquisa, dá uma lidinha sobre algumas questões culturais, de etnia. Talvez vocês não estejam representando bem o que dizem representar. Já pensaram nisso? As miga brasuca agradecem, inclusive eu.

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Bruna Aureliano
É feminista e escreve porque resolveu rejeitar o silêncio. Com 23 invernos, gosta de intensidade em tudo que faz. Uma contradição ambulante, tadinha. Ama o vintage, mas se apaixonou pelo moderno. É do rock, mas dança Rihanna. Acredita em astrologia, energias positivas e encontra na música resposta para tudo que não entende.
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  • Somos nós!
    Bru, sempre que m olho no espelho não vejo absolutamente nada exótico no meu rosto. Sou morena, tenho 1,50, tenho um cabelo comum, um nariz comum, olhos comuns, um sorriso comum, eu sou a pessoa mais comum que eu conheço, mas quando me vejo, parece que toda essa simplicidade deu certo. E eu me sinto bem demais em ser assim. E compro todas as ideias que você escreveu. São brasileiras, são bonitas, mas não, não nos representam.

    Nayandra,
    http://www.ultimobiscoito.com

    • O mais bonito nisso tudo é ver que elas não nos representam, mas ainda assim, nos aceitarmos ♥ Coisa linda de se ler.

  • Padrões sempre ferram com tudo… Sociedade medíocre essa nossa né? Se formos considerar os padrões de beleza daqui como referência, estaremos beeeeeeem longe do ideal. Mas ó: tô nem aí :D

    • Chega batendo o/\o

  • Adori seu post Bru, e me sinto da mesma forma!

    • Chega batendo o/\o

  • BAM!

    E não é como se a gente tivesse rechaçando essas modelos gatíssimas que estão em alta na mídia. Elas são bonitas. Elas são lindas. Mesmo. Mas olha….. sei não. Tu chegou a assistir o Miss Brasil 2015? Um festival de gente igual e padrões. Fico me perguntando: gente, cadê a diversidade? Cadê a miscigenação? CADÊ?????

    Beijo, Bu, saudades <3

    • Exatamente! Não é negar a beleza da coleguinha, é querer se sentir representada, poxa kkkk

      Saudades também, Ray! <3 Esperando ainda por aquele café.

  • Heloísa Venitelli

    Tenho 1,80 e pernas grossas… Também não me sinto representada KKKK
    Vivem me falando “nossa, podia ser modelo”, mas sou curvilínea demais para os padrões da moda (sou magra para plus size)… Nem ligo, me amo assim!

  • Obrigada! ♥ E eu só tenho 1,70, mas sou bem feliz assim! haha

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