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O que eu aprendi com Jessica Jones

Esse post contém alguns spoilers! Só leia se não se importar (e não diga que eu não avisei!) 😘

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Não sou fã da Marvel e muitas vezes já fui bem julgada por isso. Acontece que quando você convive com pessoas que a amam, o rumo das conversas não pode ser controlado. Então em uma só noite de party house, cinco pessoas repetiram a mesma frase:

Assiste Jessica Jones, é muito bom!

E lá estava eu, entrando no Netflix, olhando pra Jessica Jones e decidindo assistir. Tirando tudo que a gente já conhece sobre super heróis, um dos motivos pelo qual eu evitava esse tipo de produção, eu me vi devorando toda a 1º temporada em menos de três dias. Jessica Jones não se trata apenas da história de uma mulher com super poderes.

Trata-se da experiência de uma moça que sofreu abuso e está tentando superar isso.

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Jessica não é perfeita. Ela não é delicada, mocinha indefesa e frágil. Ela é uma vítima de violência. E a gente se depara com a cultura do abuso sexual e psicológico quando começa a entender a história. Como no diálogo acima, quando Jessica tenta explicar pro vilão a maneira como se sentiu e escuta o queridão lá dizer “Ah, não fala estupro porque você parecia querer“.

Jessica é uma personificação ousada de muitas mulheres ao redor do mundo enquanto Kilgrave é uma metáfora criada para representar um homem abusivo. Imagine ambos sem super poderes e terão uma história real. E tudo isso é representado tão implicitamente, sem aquelas cenas pesadas que deixa qualquer um com uma angústia entalada no peito. Até porque, acho que a proposta foi mostrar como a vítima se sente após a violência.

O que eu aprendi com Jessica Jones trata-se da experiência vivida pela personagem. Como ela procurou conforto em vícios para superar o que lhe ocorreu e desenvolveu sérios problemas quando se trata de confiar em alguém. Ainda assim, não desiste de tentar fazer as coisas se acertarem. Além disso, a gente encontra uma representatividade feminina poderosa (dêem uma espiada em Trish e Jeri). Todos têm problemas? Sim. Mas todos parecem ter o controle da própria vida.

Sabemos que ainda que Kilgrave tente justificar suas atitudes contando a história trágica de sua infância, não muda nem um pouco as violências que ele cometeu. Jessica deixa isso bem claro. Podemos finalizar minhas impressões da série com esse diálogo que eu vou levar pra vida?

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“Não é uma competição” – Malcolm respondeu.

Quem aí já assistiu/ficou com vontade de assistir/tá na metade, leu o post até o fim e viveu o spoiler intensamente? Vamos trocar ideias lá nos comentários?

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Bruna Aureliano
É feminista e escreve porque resolveu rejeitar o silêncio. Com 23 invernos, gosta de intensidade em tudo que faz. Uma contradição ambulante, tadinha. Ama o vintage, mas se apaixonou pelo moderno. É do rock, mas dança Rihanna. Acredita em astrologia, energias positivas e encontra na música resposta para tudo que não entende.
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  • Eu não tinha vontade de assistir esta série, mas agora eu quero sim, pode ser bem legal, principalmente por tratar algo tão polemico dessa maneira, acho que é bom para abrir a mente das pessoas, gostei muito da sua resenha

    http://pinkisnotrose.blogspot.com.br/

    • Obrigada, Carol! ♥

  • Texto maravilhoso! Eu assisti essa série e amei.

  • Lua

    Eu assiti toda a primeira temporada e super concordo com vc. E tipo eu sinto um nojo tão grande por Kilgrave e quando vejo as pessoas na redes sociais shippando o casal. Eu penso gente, vocês estão loucos, não percebem que esse cara é um louco abusador?

    • Eu penso a mesma coisa quando vejo o pessoal shippando.
      “Mas ele gosta dela, poxa!” – Não, miga! Não. Tá errado isso aí.

  • Camila

    Comigo foi a mesma coisa, não tinha a menor curiosidade de ver, e todo mundo me dizendo pra assistir. A hora que eu vi a pessoa incrível que ela é, e que a série é super profunda e uma ode às mulheres fortes, resistentes e inteligentes, ainda que tenham passado por muito perrengue nessa vida, eu me apaixonei. Estou louca pra ver a próxima temporada! Ah, e ótimo texto, como sempre, Bruna!

    • Eu to super ansiosa! Fico agradecendo aos meus amigos “Ainda bem que eu assisti isso porque é incrível!”.
      Awn, obrigada, viu? ♥

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