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Beyoncé | Limonade, representatividade e empoderamento

beyonce-limonade“Deus deu um limão, Beyoncé fez uma Limonade.”

Falei nesse post aqui sobre a minha espera pelo novo álbum de Beyoncé e eis que ele foi lançado, colegas! Isso mesmo, na noite desse sábado (23). No Domingo, as mensagens sobre o álbum chegavam em caps lock no meu Whatsapp e o assunto no Facebook só era esse. A missão de Beyoncé, no olhar de quem esperava, era fazer um álbum tão bom quanto o último. Então Queen B foi lá e fez algo muito melhor, acima do que todos nós esperávamos. Não sei o que eu to sentindo, só to me tremendo.

O seu segundo álbum visual, que conta com um filme que dura mais ou menos 65 minutos – e sabemos que é aquela união de todos os clipes divididos em capítulos  – é mais do que um álbum. É um puta projeto conceitual voltado para o empoderamento e com cunho político. É Beyoncé, assim como Rihanna anda fazendo, se apropriando das próprias raízes e nos colocando para refletir sobre as questões envolta da cultura negra.

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Lemonade foi um álbum criado pra catucar a feridinha de uma sociedade que andava embranquecendo a estética e a cultura. E teve tudo o que a gente esperava, migas! As letras das músicas são fortes, o álbum está apinhado de representatividade e as mulheres ali tem um poder em suas mãos. Como disse o Tidal, Lemonade é um álbum para todas as mulheres, mas é especialmente para a mulher negra.

Beyoncé e sua equipe mergulhou nos livros de história afro-americana e o conceito do nome Lemonade me trouxe lágrimas aos olhos, juro. Ele surgiu de um antigo hábito dos negros de tomarem Lemonade (limonada) com a intenção de embranquecer a pele, por causa do efeito que o suco causava no tecido. Se arrepiou? Eu também.

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As doze faixas do álbum tem colaborações com The Weeknd, Jack White, James Blake e Kendrick Lamar. ‘Hold Up‘ vai tratar dos abusos emocionais que sofremos nos relacionamentos com homens. Aqueles pequenos que mesmo assim nos afetam psicologicamente. E tá tudo ali, o gaslighting e o estereótipo da negra raivosa. A gente ainda se emociona com imagens lindas de mulheres negras, segurando fotos de parentes mortos porque foram vítimas de racismo.

Don’t Hurt Yourself‘, que é uma das minhas favoritas, trata sobre infidelidade e ‘Freedom’ fala sobre a liberdade. Aquela que, não podemos negar, mesmo depois de séculos, ainda é um privilégio branco. Mesmo sendo um direito de todos e a vontade de muitos.

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O que mais podemos dizer? Vamos encontrar cultura, identidade, feminismo, empoderamento, estética e muita tradição em Lemonade. Tem limonadas descendo doces e amargas por gargantas por aí. A questão é que todo mundo vai ouvir o que a mulher negra está querendo dizer. Vai ter empoderamento SIM!

Meus ancestrais tomavam limonade achando que isso iria embranquecê-los. A mídia me deu limonada, mas não adiantou.” Beyoncé.

Assista tudo pelo Tidal nesse link aqui. Se já está por dentro de tudo, vamos trocar ideias lá nos comentários ♥

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Bruna Aureliano
É feminista e escreve porque resolveu rejeitar o silêncio. Com 23 invernos, gosta de intensidade em tudo que faz. Uma contradição ambulante, tadinha. Ama o vintage, mas se apaixonou pelo moderno. É do rock, mas dança Rihanna. Acredita em astrologia, energias positivas e encontra na música resposta para tudo que não entende.
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