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Uma conversa sobre consumo consciente

Vai ser um longo papo, se preparem. Até porque esse assunto vem sendo marinado no meu juízo a alguns dias e eu ainda não tinha conversado sobre ele aqui no blog. Depois de fazer alguns questionamentos e estudar um pouco para me sentir segura pra falar sobre isso, vim porque é importante, principalmente nos dias de hoje.

Antes de tudo, vamos entender: Consumo consciente não quer dizer que você, a partir de hoje, vai parar de consumir. Até porque, migas, venhamos e convenhamos, não é fácil. Pra não dizer impossível. Consumo consciente é você pensar no que está comprando. É procurar entender e conhecer as suas reais necessidades e a melhor maneira de satisfazê-la (seja ela física ou psicológica).

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Toda roupa que vestimos tem uma função básica que precisa ser atendida: 1. Se ela veste seu corpo e faz com que você se sinta bem, 2. Se te protege, 3. Se expressa a sua identidade, 4. Se mantém você adequada ao estilo de vida que leva, 5. Supre seus desejos mais fortes. Não necessariamente nessa ordem. Confere?

Precisamos entender também que cada um vai consumir conscientemente de uma maneira diferente. Afinal, temos necessidades diferentes, pensamos diferentes e interpretamos de maneira distinta se precisamos daquele produto ou não. Quando alguém toma uma decisão de compra, há fatores que influenciam diretamente na sua escolha: O que você faz da vida, a grana que tem pra investir em determinada peça, estado emocional (alô, você que adora comprar quando está triste) e diversas outras coisas.

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“Tá bom, Bruna! Mas como se faz isso?”

Vamos pensar juntos (porque a união faz a força!) e tentar fugir o máximo possível dos clichês que a gente encontra por aí, okay? “O que eu, consumidora de moda, posso fazer pra mudar um pouquinho a realidade em que eu vivo e começar a consumir conscientemente?”

Dia desses, estive na Forever 21 lá em Recife e eu sei a dificuldade que a gente tem de resistir a determinadas coisas. A sensação que eu tive assim que passei por aquelas portas de vidro era a de que eu tinha sido bopada. Preços baixos, peças lindíssimas que eu não encontrava nas lojas aqui em Caruaru e o cartão de crédito pronto pra ser usado.

<insira aqui o som de disco arranhado>

Passou. Foi rápido. Isso porque toda vez que eu penso em comprar uma peça, eu me faço as seguintes perguntas: “Onde eu vou usar isso?”, “Com quantas peças do meu guarda roupa ela vai combinar?”, “Tem qualidade o suficiente?”. São questionamentos básicos que começaram a surgir depois que entrei na faculdade de Moda. Passei a ser um mais exigente, evitar ‘peças tendência‘ ou a ‘cor do momento‘ (que eu sei que vou enjoar rápido), procurar coisas que possam combinar com tudo que eu tenho e não me deixar levar pelo preço baixo e “justo”.

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E quando eu falo “justo”, digo porque também penso no processo de produção de certas peças. Desde o boom do fast-fashion, temos roupas produzidas em série e vendidos por um preço baixo que vai te fazer enlouquecer. O que a gente ainda não pondera é que, mesmo que tenhamos industrias e maquinarias pra produzir cosméticos, celulares, carros e afins, vestuário ainda é um trabalho feito por mãos humanas. Então pensa comigo, miga:

“Se você está pagando R$14 numa camiseta lindíssima, quanto foi pago para pessoa que a produziu, de uma maneira que não impedisse a empresa em questão de continuar enriquecendo?”  – Na dúvida, esse assunto vai ficar pra outro post, mas é lógico que não foi muito.

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Pra consumir conscientemente, a gente não precisa adotar um armário cápsula. Vai haver momentos em que você vai querer comprar mais, outras em que vai comprar menos. É o meu caso agora, que estou renovando meu guarda roupa com algumas peças porque o verão anda rigoroso por aqui. O que eu tenho a dizer é que consciência é um caminho sem volta. Você vai aprender a “entender” a roupa e se auto conhecer, conhecendo também o mundo. Avante! 

Vamos continuar falando sobre isso? Vamos Sim.

 

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Bruna Aureliano
É feminista e escreve porque resolveu rejeitar o silêncio. Com 23 invernos, gosta de intensidade em tudo que faz. Uma contradição ambulante, tadinha. Ama o vintage, mas se apaixonou pelo moderno. É do rock, mas dança Rihanna. Acredita em astrologia, energias positivas e encontra na música resposta para tudo que não entende.
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  • MEU DEUS BRUNA, ME ABRAÇA!!!
    Esse post é um grito pro mundo parar um pouquinho e colocar a mão na consciência. As vezes tudo anda tão rápido, jogando a gente prum consumo desenfreado, que me sinto puxada por uma correnteza e afogando. AFFFF :~~
    Lendo o teu texto, me veio outro tema em mente, “slow fashion”, que tem me fascinado, e muito, nos últimos anos <3
    Super amei!
    bjks

    • Acho que é um assunto super importante, principalmente porque muita gente costuma comprar peças tendência que daqui a pouco não servirão mais. As pessoas enjoam e o que acontecem com essas peças? Vou ler sobre slow fashion que agora eu fiquei curiooooosa :D

      Beijo, Ju ♥

  • Dani

    Ótimo post viu! :) faz refletir e inspira a gente a ter uma vida melhor e ser melhor! <3

    Ultimamente meu guarda-roupa anda tão vazio. :( A grana simplesmente NÃO DÁ! Depois que comecei a morar só tive que aprender, a tomar consciência e desacelerar o meu consumo, roupa nova só quando necessário. Queria conseguir fazer isso com comida! :/

    • Pense em consumo consciente relacionado a tudo. Eu to tentando aplicar em cosméticos.
      Do tipo: Só comprar um batom quando o outro acabar. Ou caso seja extremamente necessário, caso ele passe da validade.

      Essas coisas também contam :D

  • Pingback: Vamos falar sobre armário capsula, minimalismo e desapego? ◂ Ourbag()

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