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Filho de marte

cronican/a: Clique aqui para ouvir a música que inspirou esse texto. 

Não é que eu não te ame, moço. Mas é que eu ando bem cansada, sabe? E me dei conta disso depois da quarta noite em claro, naqueles dias em que eu espero uma resposta sua e a minha pergunta fica pairando no silêncio da nossa conversa. Eu me irrito. Deleto as suas fotos, te tiro do meu feed no facebook e excluo as músicas que me fazem lembrar de você. Pronto, desapego. Não era isso que você sempre me dizia quando conversávamos sobre estar juntos?

Desapeguei.

Fecho os olhos, me enrolo naquele mesmo cobertor que dividimos na minha cama de solteiro e sinto o seu abraço. Tão vivido que você parecia mesmo estar ali. Tão quente que eu poderia acender todas as fontes de esperanças que apaguei dentro de mim. Você não era real. Nunca foi. Se esgueirava pela minha vida toda vez que eu resolvia tentar te tirar dela. Escorria pelas minhas mãos toda vez que achava que você havia se entregado.

Sim, por mais que eu fingisse que não, eu já estava entregue. E me odiava por isso.

Ainda mais, odiava ter de esperar pelas suas reações negativas. Pelas suas verdades fora de hora. Pela imprevisão dos seus sentimentos e todos aqueles sinais avessos. Com músicas. Com filmes. Com frases postadas na madrugada. Se gosta de mim, fala logo. Se não me quer mais, desembucha. Mas não me deixa esperando como uma tonta. Já cansei de deletar o seu número e salvá-lo novamente. Dos seus Snaps noturnos, com luzes azuladas que piscam, onde você segura um copo com alguma bebida barata. Prometi não vê-los para o meu próprio bem. Unfollow. No fim da noite, aquele número estranho surge no meu Whatsapp acompanhado da sua foto e de uma mensagem carinhosa. Bloqueio? Não.

Respondo. Todos os dias, quando você me sauda com um ‘Bonjour, mademoiselle’.

Eu sou minha. Completamente minha e você sabe disso. Me recusei falar seu nome mais vezes do que o meu. Não aceito te amar mais do que já amo a mim mesma. E por mais que me dissessem que perder o equilíbrio por amor faz parte de viver uma vida equilibrada, eu não queria que fosse por você. Você não merecia. Nunca mereceu. Mas o que poderia eu fazer com todo aquele acúmulo de ansiedade que você instaurava em meu peito? Com suas brincadeiras cínicas tão cheias de vericidade? Queria te excluir, mas não consigo. Queria te matar, mas não posso.

Então te guardo. Te aguardando.

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Curitiba | A viagem em que eu quase congelei

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Uma palavra pra definir essa viagem: Maravilhosa. Sim, Curitiba é mesmo uma cidade incrível e eu voltaria lá mais de uma vez. Quem sabe, até viver pra lá pra sempre? Será? haha A questão é que eu vivi coisas realmente legais nesses quatro dias (que pra mim foi MUITO pouco tempo!). Pra começar, escolhemos sair de Recife bem cedo, assim poderíamos aproveitar o dia da chegada. Como estávamos ainda meio perdidas, ficamos pelas redondezas do hotel. Nos hospedamos no Inn Torres Nacional. Um ótimo local, por sinal. Super central e bem localizado. Visitamos primeiro o Museu Ferroviário que ficava a uns cinco minutos a pé do hotel.

Tá vendo esse biscoitinho aí da foto? FOI CRIADO POR DEUS!!1 Comprei numa padaria bem perto do hotel (não disse que era perto de tudo?) e fiquei viciadíssima. Voltei lá nos outros três dias pra comprar mais. Ah, e fez frio, migxs. Inclusive, agradeço super as leitoras Curitibanas que me avisaram antecipadamente pra eu sair com casaco extra na bolsa. Como a temperatura vai de 18° C pra 10° C assim, gente? Alguém explica?

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Sábado cedinho, depois de comer muito no café da manhã, escolhemos o primeiro local pra conhecer: A Ópera de Arame. O destino era longe, então decidimos pegar um Uber. A corrida saiu bem barato e o local ainda estava um pouco vazio por conta da hora. Fiquei me perguntando quem teve a ideia genial de construir um teatro no meio de um lugar tão bonito.

::: Dilema da vida: Tá vendo essa ponte aí da foto? Tem uma parte plana e outra com furinhos, né não? Pergunta a miga aqui por qual parte ela ficou andando o tempo inteiro. Uma pane geral se instalou no meu coração quando eu olhei pra baixo (e dá pra ver lá embaixo), e vi que era alto. E eu achei que ia cair. E depois de cair, morrer. Medo faz a gente ficar meio besta. Era uma ponte de ferro, cara.

A ideia depois era conhecer um lugar próximo dali, então escolhemos o Parque Tanguá. NÃO-É-PERTO-PRA-IR-A-PÉ. Não acreditem no Pipoqueiro. Nem nos taxistas. É um sobe e desce de ladeira maluco. Se a sua intenção for fortalecer os glúteos e malhar as pernas, vai em frente. A caminhada acabou valendo a pena, de certa maneira. Lugar com uma vista incrível da cidade.

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Na hora do almoço, voltamos para o hotel, comemos num restaurante Chinês bem simples nas proximidades dali e partimos para os outros lugares.  Visitamos o Museu Oscar Niemeyer e foi lá que eu senti que estava mesmo vivenciando Curitiba. Preferi, ao invés de entrar pra ver as exposições, sentar na grama nos fundos do museu e observar as pessoas. Loucura? Talvez seja. Mas essa foi a experiência que eu queria ter ao viajar sem agência de viagem. De poder sentir realmente a energia da cidade.

E pra fechar o dia, porque já estávamos mesmo mortas de cansadas, paramos na Rua 24 horas. Tão boêmia que chega me encheu os olhos. Ficamos numa cafeteria ali e eu tomei o MELHOR chocolate quente do mundo. Saborizado com menta, gente! Imagina só! Caruaru, adota essa ideia que é maravilhosa. ♥

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Ainda um pouco relutante, fomos ao Largo da Ordem e eu juro que teria me arrependido demais se eu não tivesse ido. O lugar pulsa cultura! Aqui e acolá tem pessoas fazendo intervenções musicais e a gente encontra muita coisa legal pra comprar (esse foi o dia em que eu torrei meus mirréis, inclusive!).

Almoçamos num local na própria Ordem chamado Quintal do MongeA fome fez a gente driblar o “””preço alto””” do cardápio e ficamos por ali mesmo até perceber que o preço valia a refeição e tinha mais comida do que a gente poderia comer no prato. No total, gastei em média 28 Temers no meu suco plus fish and chips. Ah, estou oferecendo meu reino pra quem souber reproduzir aquele molho amarelinho ali. ♥

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Bem turista, o destino final do domingo foi o Jardim Botânico. A essa hora, já tava um frio da gôta! Tinha bastante gente: Famílias deitadas no gramado, turista tirando foto, conterrâneos caçando Pokémon… A gente também não ficou pra trás (não, não caçamos Pokémon). Tiramos fotos, deitamos embaixo de uma árvore, observamos o movimento e depois fomos embora.

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A Segunda chegou e eu já estava “não quero ir. Me deixa aqui, plmdds!”

Fez frio. Mas não era um frio qualquer. ERA UM FRIO REAL. Tão forte que meus três casacos plus duas calças e cachecol não estavam resolvendo. Só tivemos a manhã livre, então eu resolvi aproveitar pra fazer uma tatuagem. PASMEM. Eu já vinha com a ideia de fazer uma tatuagem a cada viagem que significasse muito pra mim. O responsável por ela foi o Bruno Kaust.

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10 coisas que eu aprendi em Curitiba:

1. Uber foi a melhor coisa que inventaram. Eu sei que tem muita gente que sobrevive dos táxis, mas o serviço é bom, gente! Não tem como negar. | 2. Comer em lugares alternativos fazem sua viagem render muito, principalmente na hora do jantar. Gaste mais com experiências do que com comida. | 3. O casaco que você usa no Nordeste não vai segurar o frio Curitibano. | 4. Conheça pessoas e a história delas nas viagens que você fizer. | 5. Você vai encontrar um crush a cada esquina. Dá pra bolar mil histórias mirabolantes naqueles cinco segundos de encontro. | 6. Ande com casaco e snacks na bolsa. | 7. Evitem viajar no corredor e em cima da asa do avião se você enjoa fácil.  | 8. Carregue o mínimo possível de bagagem de mão. Facilita demais a vida. | 9. Procure se hospedar em locais bem centrais. Se você estiver fazendo uma viagem independente, vai facilitar muito. | 10. Aproveite-todos-os-segundos-fora-da-sua-rotina. Eles são muito preciosos.

Bisous!

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Perfume Miss Dior ganha mais uma versão

Imagina o tiro quando eu abri o Instagram e vi a Dior anunciando a nova fragrância da linha de perfumes Miss Dior. Um vídeo teaser bem amorzinho com a Natalie Portman (pausa pra falar do cabelo maravilhoso dela), ao som de “Piece Of My Heart” da Janis Joplin. Eu como usuária assídua do Miss Dior, fiquei doidinha pra sentir o cheiro dele, que será um floral frutado.

Deus, dai-me algumas notinhas de dinheiro pra incluir essa beleza na minha coleção?  Nunca te pedi nada.

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Sobre o lançamento desse frasquinho e quando a gente vai poder tê-lo na prateleira, ainda é um mistério. Esperando ansiosamente pela venda dele aqui no Brasél.

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